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Deficiência de G6PD x Festa: Mamãe Ane dividindo sua experiência conosco!

Sinceramente, nunca passou pela minha cabeça não realizar a festa do primeiro aninho do meu filho.
E se engana quem pensa que não temos opções seguras de consumo para o deficiente de G6PD.
Foi uma festa super alegre com o tema Safari. Caprichei na decoração!
A mesa teve um lindo bolo falso e para os convidados foi servido um delicioso bolo de chocolate recheado com ganache e leite ninho.
As diversas caixinhas personalizadas deram ainda mais colorido à mesa. Dentro delas, muitas guloseimas liberadas: bombom de chocolate, teta de nega, balas de coco (branco), docinho de leite, docinho de banana e paçoca (pesquisei a composição dos ingredientes para ter certeza se era liberado).
Os doces escolhidos foram os tradicionais: brigadeiro, leite ninho e cajuzinho.
As lembrancinhas não podiam faltar e como já existiam muitas guloseimas na festa, pensei em algo diferente e entreguei para a criançada livrinhos com questões educativas e desenhos para colorir, acompanhados de giz de cera e também máscaras em feltro de bichinhos relacionados ao tema.
Quanto aos salgados, solicitei ao responsável do buffet que utilizasse somente temperos naturais e o pedido foi prontamente aceito. Teve coxinha, risole, empada, barquete, pastelzinho, pizza e cachorro quente (salsicha Seara). Teve refrigerante para quem gosta, ( lembrando que os sabores de limão são liberados para os deficientes G6PD) mesmo meu filho não consumindo esse produto.
No entanto, também teve suco de caju da marca Maguari, uma opção barata e livre de corantes artificiais.


É isso aí galera, espero contribuir com minha experiência! Desejo muitas e muitas festas alegres e coloridas porque nossos filhos merecem!

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Vai viajar pro Exterior? Que tal a lista de restrição traduzida para vc?

Drugs That Should Be Avoided For G6PD Deficient

Analgesics / Antipyretics:

  • Anacin
  • Aspirin
  • Paracetamol (acetaminophen)
  • Bufferin
  • Dipirona
  • Ecotrin
  • Empirin
  • Excedrin
  • Pepto Bismol
  • Phenacetin (acetophenetidin)
  • Probenecid

 

Antihistamine:

  • Azatadine
  • Brofeniramine
  • Dexchlorphyrramine
  • Diphenhydramine
  • Hydroxyzine
  • Loratadine
  • Cetirizine

Antimalarials:

  • Chloroquine (Aralen)
  • Mefloquine (Lariam)
  • Pamaquine
  • Pentaquine
  • Primaquine
  • Quinidine
  • Quinine

Sulfonamides and Sulfones:

  • Dapsone
  • Furosemide (Lasix)
  • Sulfacetamide (Sulamyd)
  • Sulfamethoxazole (Bactrim, Septra)
  • Sulfanilamide
  • Sulfasalazine (Azulfidine)
  • Sulfisoxazole (Gantrisin)
  • Sulfamethoxypyridazine

Cytotoxic / Antibacterial:

  • Nalidixic Acid
  • Para-Aminosalicylic Acid
  • Chloramphenicol
  • Co-Trimoxazole
  • Furazolidone
  • Furmetonol
  • Neoarsphenamine
  • Streptomycin

Nitrofurans:

  • Nitrofurantoin (Furadantin, Macrobid, Macrodantin)
  • Nitrofurazone (Furacin)

Quinolones and Fluoroquinolones:

  • Ciprofloxacin (Cipro)
  • Levofloxacin (Levaquin)
  • Moxifloxacin (Avelox, Vigamox)
  • Norfloxacin (Noroxin)

Cardiovascular Drugs:

  • Captopril
  • Hydralazine
  • Procainamide
  • Quinidine
  • Enalapril

MISCELLANEOUS:

  • Acetylsalicylic Acid (ASA, Mejoral)
  • Ascorbic Acid (Vitamin C)
  • Para-Aminobenzoic Acid (Complex B10)
  • Tonic water
  • Alpha Methyldopa
  • Aminopyrine
  • Antazoline
  • Methylene Blue (used in contrast)
  • Toluidine blue (used in contrast)
  • Bupivacaine (anesthesia)
  • Colchicine
  • Artificial Dyes
  • Diphenhydramine (Anador, Caladryl)
  • Dimercaprol
  • Fava beans
  • Phenylbutazone
  • Phenytoin (Hydantal)
  • Glibenclamide
  • Isoniazid
  • L-Dopa
  • Mestranol
  • Naphthalene
  • Niridazole
  • Piridium
  • Pyrimethamine
  • Sulfacillin
  • Sulfadiazine
  • Sulfaguanidine
  • Sulfamerazine
  • Sulfamethoxypyridazine
  • Trimetropim (Bactrim)
  • Trinitrotoluene
  • Tripelenamine
  • Urato Oxidase
  • Red wine
  • Vitamin K (Kanakion)
  • Acetylphenylhydrazine
  • Beta-Naphthol
  • Chloramphenicol
  • Dimercaprol
  • Glyburide (Diabeta)
  • Henna
  • Menthol
  • Penicillamine
  • Phenazopyridine
  • Phenylhydrazine
  • Rasburicase (Elitek)
  • Tolbutamide (Orinase)

SOURCE:

PEDIATRIC HEMATOLOGY DEPARTMENT OF THE SCHOOL PAULISTA DE MEDICINA. RESEARCHERS DR.SERGIO AUGUSTO PERLAMAGNA (CRM: 99243), DRA ELISA COUTO PERES RIBEIRO (CRM: 125075)

Cappellini MD, Fiorelli G. Glucose-6-phosphate dehydrogenase deficiency. Lancet. 2008;371(9606):64–74

Minucci A, Moradkhani K, Hwang MJ, et al. Glucose-6-phosphate dehydrogenase (G6PD) mutations database: review of the ‘old’ and update of the new mutations. Blood Cells Mol Dis. 2012;48(3):154–165.

The Association is affiliated with UNIAMO, Italian Federation for Rare Diseases, which is member of EURORDIS, European Organization for Rare Diseases.

 

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7 coisas que você deve evitar se você tiver deficiência G6PD

A deficiência de Glicose 6 Phosphate Desidrogenase (G6PD) é uma deficiência hereditária, uma forma de anemia que ocorre quando os glóbulos vermelhos são quebrados mais rapidamente do que o normal (isto é chamado de hemólise ). Na deficiência de G6PD, isso ocorre porque você faz uma quantidade reduzida de G6PD, uma enzima que protege os glóbulos vermelhos dos danos. Felizmente, a maioria das pessoas com deficiência de G6PD não tem problemas diariamente. No entanto, existem certos medicamentos ou alimentos que aumentam a taxa de colapso dos glóbulos vermelhos. Vamos rever algumas das coisas comuns que podem causar problemas nesta doença do sangue.

1 Antibióticos
Feche acima da cápsula
 

Pessoas com deficiência de G6PD podem tolerar a maioria dos antibióticos, mas devem estar conscientes de alguns poucos seletivos que podem iniciar uma quebra significativa de hemácias levando a anemia. Devem ser evitados os antibióticos referidos como “sulfa”. Estes antibióticos são tipicamente usados ​​para tratar infecções da pele ou do trato urinário (bexiga). A forma mais comum desses antibióticos é a marca Septra ou Bactrim (sulfametoxazol-trimetoprim).

Os antibióticos “quinolona” também devem ser evitados. Os dois antibióticos mais comuns neste grupo são Cipro (ciprofloxacina) e Levaquin (levofloxacina), porém nem todo antibiótico da família dos “quinolona” são restritos, fique de olho na sua lista de restrições para sempre comparar. Estes antibióticos são comumente usados ​​em adultos para tratar infecções do trato urinário e pneumonia. Outros antibióticos que devem ser evitados incluem nitrofurantoína e dapsona.

Felizmente, existem muitos antibióticos que as pessoas com deficiência de G6PD podem tomar com segurança. Certifique-se de discutir isso com seu médico se você tiver uma deficiência de G6PD e precisar de terapia antibiótica.

2 Medicamentos contra malária
Mosquito e pílula

Primaquina, uma medicação usada para tratar ou prevenir a malária , pode desencadear crises hemolíticas em pessoas com deficiência de G6PD. Devido a esta possível complicação, recomenda-se que as pessoas sejam testadas quanto à deficiência de G6PD antes de tomar a primaquina. Isso inclui lactantes cujas mães tomam primaquina. Felizmente, outros medicamentos utilizados para tratar a malária são tolerados pela maioria das pessoas com deficiência de G6PD.

3 Medicamentos utilizados no tratamento do câncer
Enfermeira que prepara medicação intravenosa

Rasburicase é uma medicação usada para tratar a síndrome de lise tumoral, uma complicação médica de câncer hematológico como leucemia, não deve ser utilizada em pessoas com deficiência de G6PD. Por causa desse risco, recomenda-se que as pessoas sejam testadas antes de receber a rasburicase. Da mesma forma, a doxorrubicina, um tipo de quimioterapia utilizada para tratar múltiplos tipos de câncer, pode desencadear a queda de glóbulos vermelhos em pessoas com certos tipos de deficiência de G6PD.

4 Aspirina/ Dipirona/ Paracetamol
Pílulas
 

A aspirina, comumente usada para tratar dor ou inflamação, deve ser evitada. Algumas pessoas tomam aspirina diariamente como parte de seu regime de tratamento. Ao evitar a aspirina, é importante lembrar que é encontrado em muitos medicamentos de balcão como os que possuem dipirona e paracetamol. Em geral, outros analgésicos  como o acetaminofen ou o ibuprofeno são tolerados sem problemas.

5 Bolinhas de naftalina
 

Sim, as pessoas ainda usam naftalina. Naftalina pode conter um produto químico conhecido como naftaleno que pode desencadear hemólise em pessoas com deficiência de G6PD. O naftaleno também pode ser encontrado em produtos como inseticidas. O naftaleno é um vapor emitido por estes produtos, de modo que a exposição pode provir da inalação do vapor ou ingeri-los.

6 Henna
Mão com Henna
 

Há relatos de casos publicados indicando henna (usado para tatuagens temporárias ou tintas para cabelo) desencadeou crises hemolíticas em pessoas com deficiência de G6PD. Os recém-nascidos menores de 2 meses parecem ser mais suscetíveis a essa reação.

7 Feijão de fava
Favas
 

A deficiência de G6PD também é chamada de favismo; Particularmente as formas mais graves de deficiência de G6PD. Isso ocorre porque a ingestão de feijão de fava, pode desencadear ataques hemolíticos em pacientes com deficiência de G6PD. Alguns sugerem que todas as leguminosas (como ervilhas, lentilhas ou amendoim) devem ser evitadas, mas se isso é ou não necessário é desconhecido. E apenas seu médico pode orienta-lo a seguir tal restrição.

Se você tem deficiência de G6PD, isso não significa que você não pode tomar medicamentos. Você deve estar ciente de medicamentos comuns que se deve evitar. Esta não é uma lista completa de itens que as pessoas com deficiência de G6PD devem evitar. Nunca se auto medique. Certifique-se de discutir todos os seus novos medicamentos com o seu médico para se certificar de que eles não estão contra-indicados para pessoas com deficiência de G6PD.

Fonte: Luzaatto L e Poggi V. Deficiência de Glucose-6-Fosfato Desidrogenase. Em: Orkin SH, Fisher DE, Ginsburg D, Look AT, Lux SE e Nathan DG (Eds). Hematologia e Oncologia da Infância e da Infância (8ª ed). Filadélfia: Elsevier.

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CORANTE ARTIFICIAL INDIGO BLUE: ENTENDA SUA RESTRIÇÃO!

Precisamos estar atentos e conhecer bem as restrições, hoje vamos conhecer mais detalhadamente a estrutura molecular do Corante Azul Indigo / Indigo Blue e vamos entender por que ele é restrito para Deficiência de G6PD.

O azul indignotina (indigotine), é o mesmo corante conhecido por Indigo Blue (o mesmo do Sr. Baeyer, aquela das calças jeans).
Também conhecido por Azul número 2 ou E132.
O nome IUPAC do corante Indigotina é 2,2′-Bis(2,3-dihidro-3-oxoindolilideno). Indigotindisulfonato
É usado também como um corante alimentar. A especificação norte-americana para o azul No. 2 de FD&C inclui três substâncias, sendo a principal o Indigotindisulfonato.
Indigotinsulfonato é usado também como contraste para testar a função renal, como reagente para a detecção de nitrato e clorato, e no exame do leite.

Sabemos que na Lista de Restrição consta a família das Sulfas e o Naftaleno como substâncias restritas não é? Observem a estrutura molecular do Corante Amaranto, nela consta Sulfa, essa é a razão pela qual esse corante é restrito.

Em breve falaremos de outro Corante Artificial! 😉

Referências

  1.  Norbert Welsch: Indigo. In: Römpp Chemie-Lexikon, Thieme Verlag, Stand März 2006.
  2. Registo de Indigo na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 16 de Dezembro de 2007
  3.  Corantesalkimia.tripod.com
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Corante Artificial Amaranto: entenda sua restrição!

Precisamos estar atentos e conhecer bem as restrições, hoje vamos conhecer mais detalhadamente a estrutura molecular do Corante Amaranto e vamos entender por que ele é restrito para Deficiência de G6PD.
Amaranto, conhecido como E123, Vermelho 2, Vermelho Ácido 27 ou C.I. 16185. Nos EUA, ele foi banido em 1976, por suspeitas de ser carcinogênico. Possui a seguinte estrutura:
Seu nome IUPAC é (4E)-3-oxo-4-[(4-sulfonato-1-naftil)hidrazono]naftaleno-2,7-dissulfonato.
A cor produzida por ele é um vermelho-escuro tendendo ao púrpura.
Amaranto, Vermelho FD&C No. 2, E123, C.I. Vermelho para Alimentos 9, Vermelho Ácido 27, Azorubina S ou C.I. 16185, chamado comercialmente no Brasil como Vermelho Amaranto, é um corante azo vermelho escuro a púrpura que foi usado como corante alimentício e para colorir cosméticos, mas desde 1976 foi banido dos Estados Unidos pela Food and Drug Administration (FDA) como uma substância suspeita de ser um carcinógeno.[2] Usualmente é comercializado como um sal trissódico. Possui a aparência de um pó castanho avermelhado, vermelho escuro a púrpura, solúvel em água que decompõe-se a 120 °C sem fundir-se. Sua solução aquosa tem absorção máxima a aproximadamente 520 nm.[3][1] Amaranto é um corante aniônico. Pode ser aplicado a fibras naturais e sintéticas, couro, papel e resinas fenol-formaldeído. Como um aditivo alimentar tem número E E123. Como todos os corantes azóicos, amaranto foi, durante a metade do século XX, obtido a partir do alcatrão da hulha; modernos produtos sintéticos são mais facilmente produzidos de subprodutos do petróleo.[4][5] O uso do vermelho amaranto ainda é legal em alguns países, notavelmente no Reino Unido, onde é mais comumente usado para dar ao glacê de cerejas sua cor característica. Seu nome foi tirado do grão de amaranto, uma planta que distingue-se pela sua cor vermelha e sementes comestíveis ricas em proteínas.

É obtido pela diazotação do ácido 4-aminonaftaleno-1-sulfônico e copulação com o ácido 3-hidroxinaftaleno-2,7-dissulfônico.[11]

Sua forma ácida é chamada no mercado de vermelho para alimentos 9:1 (Food Red 9:1), é classificada com o número CAS 12227-62-2, fórmula C20H14N2O10S3 e apresenta massa molecular 538,53, e tem sua coloração depositada pela adição de um mordente de sal de alumínio.

Sabemos que na Lista de Restrição consta a família das Sulfas e o Naftaleno como substâncias restritas não é? Observem a estrutura molecular do Corante Amaranto, nela consta Sulfa e Naftaleno, essa é a razão pela qual esse corante é restrito.

Em breve falaremos de outro Corante Artificial! 😉

Referências

  1. R. W. Sabnis; Handbook of Biological Dyes and Stains: Synthesis and Industrial Applications; John Wiley & Sons, 2010. – pág 19.
  2.  “The following color additives are not authorized for use in food products in the United States: (1) Amaranth (C.I. 16185, EEC No. E123, formerly certifiable as FD&C red No. 2);” FDA/CFSAN Food Compliance Program: Domestic Food Safety Program
  3.  Druglead
  4.  Amaranth E123
  5.  Craftsman Style
  6. Google Books News
  7.  Stanley T. Omaye. Food and nutritional toxicology. [S.l.: s.n.]
  8.  «Death of a Dye». Time magazine. February 2, 1976. Consultado em 7 de julho de 2009 Verifique data em: |data= (ajuda)
  9.  FDA in difficulties. Washington View. [S.l.]: New Scientist. Dec 1975 Verifique data em: |data= (ajuda)
  10.  «Burger Backs Red Dye Ban Pending Rule». The Hartford Courant. February 14, 1976. Consultado em 7 de julho de 2009 Verifique data em: |data= (ajuda)
  11.  Food Red 9World dye variety
  12.  Food Red 9:1World dye variety
  13.  Degradação Fotoquímica: CRISTIANO POCHMANN DA SILVA, SANDRO MARMITT, CLAUS HAETINGER, SIMONE STÜLP; AVALIAÇÃO DA DEGRADAÇÃO DO CORANTE VERMELHO BORDEAUX ATRAVÉS DE PROCESSO FOTOQUÍMICO; Eng. sanit. ambient.; Vol.13 – Nº 1 – jan/mar 2008, 73-77.
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Corante Artificial Amarelo Crepusculo: entenda sua restrição!

Precisamos estar atentos e conhecer bem as restrições, hoje vamos conhecer mais detalhadamente a estrutura molecular do Corante Amarelo Crepúsculo e vamos entender por que ele é restrito para Deficiência de G6PD.
Amarelo Crepúsculo, também conhecido como E110, Amarelo 6 ou C.I. 15985. Possui a estrutura abaixo:
Seu nome IUPAC é  6-hidroxi-5-[(4-sulfofenil)azo]-2-naftalenossulfonato dissódico.
Sua cor é o amarelo-alaranjado.
Amarelo crepúsculo, seguidamente adicionado na literatura da sigla FCF (também conhecido como Amarelo alaranjado S, Amarelopo FD&C 6 ou C.I. 15985) é um corante azo composto amarelo sintético com um máximo de absorção entre 480 e 500 nm dependente do pH[3]p.463, produzido a partir de hidrocarbonetos aromáticos derivados do petróleo. Quando adicionado a alimentos vendidos na Europa, é notado pelo número E E110, podendo também ser notado pelo número INS 110.[4] Embora existam relatos de que de induzir reações alérgicas.

Amarelo crepúsculo é usado em alimentos fermentados os quais devem ser tratados por calor. Pode ser encontrado em refrigerantes de sabor laranja, marzipã, rocambole ou rolos suíços, geleia de damasco, doces de frutas do gênero citrus, creme de frutas, doces, misturas prontas para bebidas e sopas, margarina, pós para a produção de sobremesas em creme, preparados para gelatina de sabor limão e outras frutas cítricas, bebidas energéticas tais como o Lucozade, farinhas de rosca, aperitivos salgados tais como os Doritos, macarrão instantâneo embalado, misturas de molho de queijo e marinadas em pó, corante alimentício engarrafado amarelo e verde, sorvetes, comprimidos farmacêuticos e medicamentos de prescrição, medicamentos de venda livre (especialmente medicamentos infantis), decorações de bolos e glacês, preparados de abóbora e outros produtos com cores artificiais em amarelo, laranja ou vermelho.

Amarelo crepúsculo é frequentemente usado em conjunção com E123, amaranto, para produzir uma coloração castanha tanto em chocolates quanto caramelos.

Amarelo crepúsculo é uma versão sulfonada do corante Sudan I, um possível carcinogênico,[carece de fontes] o qual está frequentemente presente nele como uma impureza. Amarelo crepúsculo por si pode ser responsável por causar reação alérgica em pessoas com intolerância à aspirina, resultando em vários sintomas, incluindo perturbações gástricas, diarreia, vômitos, urticária, inchaço da pele (angioedema) e enxaquecas. O corante também tem sido associado à hiperatividade em crianças pequenas.

Sabemos que na Lista de Restrição consta a família das Sulfas e o Naftaleno como substâncias restritas não é? Observem a estrutura molecular do Corante Amarelo Crepúsculo, nela consta Sulfa e Naftaleno, essa é a razão pela qual esse corante é restrito.

Em breve falaremos de outro Corante Artificial! 😉

 

Referências

  1. Catálogo da Sigma-Aldrich Amarelo crepúsculo . Consultado em 3 de abril de 2011
  2.  Elisabeth Schwab, in: Römpp Online – Version 3.5, 2009, Georg Thieme Verlag, Stuttgart.
  3.  Committee on Food Chemicals Codex (2003). Food chemicals codex 5th ed. ed. Washington, DC: National Academy Press. ISBN 9780309088664
  4. Wood, Roger M. (2004). Analytical methods for food additives. Boca Raton: CRC Press. ISBN 1-85573-722-1
  5.  Middleton, Elliott; N. Franklin Adkinson; John Yunginger; William Busse; Bruce Bochner; Stephen Holgate (2003). Middleton’s allergy principles & practice. St. Louis: Mosby. ISBN 0-323-01425-9
  6.  Ibero M, Eseverri JL, Barroso C, Botey J (1982). «Dyes, preservatives and salicylates in the induction of food intolerance and/or hypersensitivity in children». Allergol Immunopathol (Madr). 10 (4): 263–8. PMID 6295125
  7. Schultz-Ehrenburg U, Gilde O (1987). «[Results of studies in chronic urticaria with special reference to nutritional factors]». Z. Hautkr. 62 (em German). Suppl 1: 88–95. PMID 3442085
  8.  McCann D, Barrett A, Cooper A; et al. (2007). «Food additives and hyperactive behaviour in 3-year-old and 8/9-year-old children in the community: a randomised, double-blinded, placebo-controlled trial». Lancet. 370 (9598): 1560–7. doi:10.1016/S0140-6736(07)61306-3. PMID 17825405
  9.  BBC Parents warned of additives link, 6 September 2007 – news.bbc.co.uk (em inglês)
  10.  BBC Europe-wide food colour ban call, 10 April 2008 – news.bbc.co.uk (em inglês)
  11.  FSA – Board discusses colours advice, 10 April 2008 www.food.gov.uk (em inglês)
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Corante Artificial Ponceau 4R: entenda sua restrição!

Precisamos estar atentos e conhecer bem as restrições, hoje vamos conhecer mais detalhadamente a estrutura molecular do Corante Ponceau 4R e vamos entender por que ele é restrito para Deficiência de G6PD.

Ponceau 4R, também conhecido como C.I. 16255 ou Vermelho Cochineal A, C.I. Vermelho Ácido 18, Escarlate Brilhante 4R ou E124.
É um corante do tipo azo, cuja estrutura é exibida abaixo:

O ponceau 4R, (8E)-7-oxo-8-[(4-sulfonatonaftaleno-1-il)hidrazinilideno]naftaleno-1, 3-dissulfonato trissódico, fórmula C20H11N2Na3O10S3, massa 604,47 g.mol-1, é uma substância sólida de cor vermelha (T.F.  269-271 °C) nas condições ambientes.

O ponceau 4R é um corante sintético vermelho utilizado industrialmente na produção de uma grande variedade de alimentos como balas, doces, refrescos, bebidas enlatadas; na coloração de alguns medicamentos e até mesmo no tingimento de tecidos. Ele é um pó fino vermelho e geralmente é utilizado na forma de um sal sódico, que pode ser facilmente dissolvido em soluções. Antigamente este corante era obtido do alcatrão de carvão, mas atualmente ele é sintetizado a partir de hidrocarbonetos do petróleo, assim como muitos outros corantes sintéticos. O ponceau 4R é chamado por diferentes nomes: vermelho cochonilha A, ácido vermelho 18, E124, Brilliant Scarlet 3R, entre outros. Ele pode ser combinado com outros corantes para produzir as diferentes cores que são encontradas nos alimentos industrializados.
O esqueleto básico do ponceau 4R é composto por dois anéis natfaleno sulfonados conectados por um grupo azo (-N=N-). Por isso, esta substância pertence à classe de corantes azóicos, a mais importante classe entre os corantes sintéticos de alimentos. Além disso, o ponceau 4R pertence a uma família de corantes ponceaus, que incluem outras substâncias como o ponceau 2R, ponceau 6R, ponceau S e ponceu SX.

1

2

O ponceau 4R é considerado um corante ácido. Ele possui grupos sulfônicos que podem ser ionizados facilmente, deixando uma carga negativa sobre o oxigênio. Assim, permite a deslocalização eletrônica pela molécula.
O anel naftaleno é um sistema conjugado (com ligações simples e duplas alternadas) que possibilita a deslocalização de cargas sobre diferentes átomos. A presença do grupamento sulfônico e da carbonila afetam a deslocalização eletrônica e influenciam na coloração da substância, um efeito chamado batocromia. São estes substituintes que determinam a coloração final do ponceau 4R e também interferem na sua solubilidade. O grupo azo possui um papel muito importante nesse contexto, permitindo a extensão da deslocalização de cargas, que são transportadas através da ligação entre os dois anéis naftalênicos. Tais características estruturais na molécula permitem que ela absorva energia na região visível do espectro da luz. Assim, podemos visualizar sua cor.

Devido a relatos de reações alérgicas ao ponceau 4R, principalmente entre as pessoas com asma e algumas intolerantes à aspirina, ele foi proibido nos Estados Unidos e teve seu uso restrito em alguns países da União Européia. Nos demais países, ele continua sendo usado sem maiores restrições. Alguns estudos relacionaram o uso de uma mistura de corantes, contendo o ponceau 4R, com a hiperatividade observada em crianças pequenas. O corante também foi acusado de causar carcinogênese (câncer), no entanto, este ainda é um assunto polêmico e cheio de controvérsias. Entre outros malefícios está a Hemólise, ele é apontado como indutor de hemólise.

Sabemos que na Lista de Restrição consta a família das Sulfas e o Naftaleno como substâncias restritas não é? Observem a estrutura molecular do Corante Ponceau 4R, nela consta Sulfa e Naftaleno, essa é a razão pela qual esse corante é restrito.

Em breve falaremos de outro Corante Artificial! 😉

Fonte:  
http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/dye/corantes.html
http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol99/mono99-7.pdf
http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/alimentos/article/viewFile/865/744
http://www.fda.gov/ForIndustry/ColorAdditives/RegulatoryProcessHistoricalPerspectives/default.htmn
http://www.doiserbia.nb.rs/img/doi/0352-5139/2006/0352-51390602189G.pdf

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Por que Pitágoras não comia falafel: Deficiência de glicose 6-fosfato desidrogenase

A fava, ou feijão-fava, um ingrediente tradicional do falafel é, desde a antiguidade, um alimento importante nas regiões mediterrâneas e no Oriente Médio. Pitágoras, o filósofo e matemático grego, proibia seus seguidores de alimentar-se da fava, talvez porque ela deixasse muitas pessoas doentes, com uma moléstia chamada “favismo”, que pode ser mortal. No favismo, os eritrócitos começam a sofrer hemólise 24 a 48 hs depois da ingestão desses feijões, lançando a hemoglobina livre no sangue e provocando icterícia e, algumas vezes, insuficiência renal. Sintomas similares podem ocorrer com a ingestão da droga contra a malária, chamada primaquina ou, então, de sulfas antimicrobianas, ou ainda, em seguida à exposição a certos herbicidas. Esses sintomas têm uma base genética: a deficiência da glicose 6-fosfato desidrogenase (G6PD) que afeta próximo de 400 milhões de pessoas. A maioria das pessoas com deficiência da G6PD é assintomática; as manifestações clínicas ocorrem apenas na combinação da deficiência enzimática com certos fatores ambientais (exposição a agente indutores de hemólise).
A G6PD catalisa o primeiro passo da via das pentoses fosfato que produz NADPH. Esse redutor, essencial em muitas vias biossintéticas, também protege as células de danos provocados por substâncias oxidativas como o peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e os radicais livres superóxidos, todos oxidantes muito reativos gerados como produtos colaterais metabólicos ou, então, pela ação de drogas como a primaquina e os produtos naturais como a b-glicosidase e a divicina, o ingrediente tóxico presente nos feijões-fava. Durante os processos normais de detoxicação, água oxigenada é convertida em água pela glutationa reduzida sob a ação da glutationa peroxidase; a glutationa oxidada resultante é reciclada na forma reduzida pela glutationa redutase e NADPH. A água oxigenada também pode ser destruída em água e oxigênio pela ação da enzima catalase, a qual também requer NADPH. Nos indivíduos com deficiência da G6PD, a produção de NADPH fica diminuída e a detoxicação da água oxigenada inibida. Disso resulta dano celular: ocorre oxidação do DNA e de proteínas e peroxidação de lipídios.
A distribuição geográfica da deficiência da G6PD é instrutiva. Frequências tão altas quanto 25% ocorrem na África tropical, partes do Oriente Médio e no sudeste da Ásia, em todas essas áreas a malária é prevalente. Além dessas observações epidemiológicas, estudos in vitro mostraram que o crescimento de uma das formas do parasita da malária, o Plasmodium falciparum, é inibido no interior dos eritrócitos com deficiência da G6PD. O parasita é muito sensível a danos oxidativos e morto pelo nível de pressão oxidativa aumentado, mas que é tolerável para o hospedeiro humano portador da deficiência da G6PD. Essa vantagem de resistir ao agente da malária equilibra a desvantagem de resistência diminuída diante de danos oxidativos, assim a seleção natural mantém o genótipo deficiente em G6PD em populações humanas que vivem em regiões de prevalência de malária. A deficiência causa problemas médicos sérios apenas quando a pressão oxidativa provocada por drogas, herbicidas ou divicina chega a níveis insuportáveis.
Acredita-se que a droga antimalárica primaquina atue provocando aumento da tensão oxidativa no parasita. É irônico que tais drogas antimaláricas possam provocar doença pelo mesmo mecanismo bioquímico que provê a resistência à malária. A divicina também pode agir como droga antimalárica e a ingestão de feijões-fava pode proteger as pessoas dessa doença. Recusando-se a comer falafel, muitos pitagóricos com atividade de G6PD normal podem, inadvertidamente, ter aumentado o risco de adquirirem malária”.
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Falafel
http://medicablogs.diariomedico.com/laboratorio/2011/04/27/de-donde-vienen-6/
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Deficiência de G6PD x Corantes Artificiais

Sabemos que uma pessoa com Deficiência de G6PD segue uma lista de restrição, lista essa que contém uma série de substâncias indutoras de hemólise.

Em algumas listas consta a restrição de forma clara aos corantes artificiais, em outras não, porém em todas as listas consta restrições a Sulfas e Naftalenos.

Gravem bem esses dois nomes SULFAS E NAFTALENOS!

Sabemos que toda substancia encontrada na lista deve ser evitada, seja ela em medicamento ou alimento.

Muitos pais questionam o por que de alguns médicos não citarem ou orientarem a restrição ao corante artificial, e hoje vamos explicar o motivo.

Primeiro vou explicar como o projeto chegou a elaboração das Tabelas dos códigos dos corantes (aquela tabela que disponibilizamos que facilita a identificação do corante na hora de comprar um biscoito e afins).

No comecinho quando descobri a Deficiência no Arthur, recebi a lista da primeira Hematologista que fomos e a orientação dela foi de que os corantes “citados” na lista eram restritos, primeira grande falha que descobri, os tais “corantes” citados por ela eram as substancias AZUL DE METILENO e AZUL DE TOLUIDINA.

Aonde está a falha? A grande falha que muitos médicos cometem é que AZUL DE METILENO e  AZUL DE TOLUIDINA  não são corantes, e muito menos corantes alimentícios.

AZUL DE METILENO  é um tipo de antisséptico.

AZUL DE TOLUIDINA é usado em contraste.

Conseguiram compreender a grande falha?

Então AZUL DE METILENO e AZUL DE TOLUIDINA  são restritos, porém não são corantes alimentícios.

Corantes azuis artificiais são restritos, porém não por causa do azul de metileno ou azul de toluidina ( eles não levam essas substancias na composição, entendem?). Mas são sim restritos.

Vamos continuar.

Ao consultar outro médico a informação que obtive foi de que os corantes restritos eram apenas os corantes artificiais vermelhos, verdes e amarelos, outro médicos disse que não, apenas os azuis, roxo que marcavam a língua eram restritos, outro informou que todos os corantes eram restritos. Ao me deparar com tanta informação divergente eu fiz uma pergunta a todos eles, o que os corantes tinham que eram restritos? A resposta ou era apenas um silêncio ou um simples “eles causam hemolise”, mas o por que ninguém dizia.

Foi então que resolvi pesquisar a fundo, e busquei todas as informações que eu podia sobre os corantes alimentícios, até chegar em suas composições, foram meses de estudos analisando composição por composição e cheguei a informação que nenhum médico sabia me dá.

Os corantes artificiais citados como restritos possuem na sua composição duas substancias restritas a SULFA e o NAFTALENO. Por isso a exposição a tais corantes pode gerar uma hemolise.

Foi então que para facilitar a minha vida eu montei a tabela dos códigos INS dos corantes liberados, e através dessa tabela me guio para comprar as guloseimas do meu pequeno. Mas não poderia ficar com isso só pra mim, então compartilhei com o grupo tanto a informação como a tabela. Não só eu oriento, mas muitos médicos já tomaram consciência dessa informação.

Seguir as restrições dos corantes artificiais é mais simples do que parece, muitos pais se desesperam por acreditar que a criança não vai poder consumir nada, mas isso não é verdade, tudo que existe de guloseima com corante artificial, também existe com corante natural. É tudo questão de escolha, de substituição, seu filho(a) não vai deixar de comer uma bala por causa da Deficiência. Sem falar do beneficio de livrar nossas crianças dos corantes artificiais.

Mas pra frente trarei uma publicação mais aberta sobre os corantes restritos, com suas composições e as fontes das minhas pesquisas, também falando sobre o consumo a longo prazo, por hora espero ter ajudado. 😉

 

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Deficiência de G6PD x Vinho Tinto

Nesses 4 anos de projeto sempre tive o cuidado de passar as informações com o máximo de clareza e certeza possível, mas confesso que o Vinho tinto sempre foi uma incógnita, um desafio que me propus a desvendar.

A unica certeza que os médicos nos dava era de que ele era restrito, mas o motivo de sua restrição era sempre muito vago, o que me deixava curiosa e intrigada e assim como muitas outras duvidas e descobertas anteriores eu me propus a estudar e ir a fundo até descobrir a verdadeira razão pela qual ele e restrito.

A quase um mês atras pesquisando sobre o Feijão de Fava mais para refrescar a memoria e poder escrever textos atuais eu me deparei com um artigo muito interessante que me trouxe a tona algo que nunca havia percebido, mas que está na minha cara o tempo todo, para quem já leu meus textos sobre Feijão de Fava sabe que eles são restritos por causa da enzima B-Glicosidase uma enzima com alto pode de oxidação que no Feijão de Fava possui 40 vezes mais atividade que em qualquer outro leguminoso ou fruta. Pois bem, isso e tema para outra publicação vamos focar no VINHO TINTO.

A uva para o preparo do Vinho Tinto também possui a enzima B-Glicosidase, porem ela não tem o mesmo poder de oxidação quanto do Feijão de Fava, mas o processo de preparo do Vinho Tinto por alguns motivos envolvendo também o Etanol e outros fatores a B-Glicosidase se torna altamente oxidativo. O que torna o Vinho Tinto indutor de Hemólise, antes acreditava-se que o vinho tinto era restrito pelo sulfito o que foi desmistificado apos descoberta de que a mesma quantidade usada no vinho branco e a mesma utilizada no  tinto o que descarta a restrição por sulfito.

Entendam, apenas o VINHO TINTO é restrito os demais vinhos e as uvas e sucos e uva não são restritos.

Em breve publicarei com mais clareza sobre a enzima B-Glicosidase para que entendam melhor sobre a restrição ao Feijão de Fava e ao Vinho Tinto.

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