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DEFICIÊNCIA G6PD – NEGAÇÃO, LUTO, ACEITAÇÃO

Quando se aguarda a chegada de um filho normalmente os pais tem muitas expectativas sobre tudo o que querem fazer junto a essa criança e sobre o futuro da mesma. Ninguém está previamente preparado para lidar com situações que contrariem essa lógica e que imponham mudanças de plano e de vida.

De repente, surge a descoberta de algo ainda totalmente desconhecido,deficiência de Glicose 6 Phosfate Desidrogenase (G6PD). Esse diagnóstico interfere na ideia de filho ideal e coloca os pais frente a frente com uma realidade anteriormente não imaginada. Um sentimento comum nessa situação é o medo devido a falta de informação, o que leva muitas vezes  a negação dessa condição por parte dos pais. Os motivos para se negar esse fato são os mais diversos: insegurança diante das restrições a serem observadas, tristeza de imaginar o filho sendo privado de coisas comuns às outras crianças, em alguns casos até mesmo fortes convicções religiosas. Essa visão induz alguns a submeterem os filhos a vários exames, buscando um resultado que contrarie aquele inicialmente detectado, outros se apegam a cada fio de esperança de que tudo seja só um mal entendido. Em situações em que a criança acabou tendo contato com substâncias restritas e aparentemente “não teve nada”, essa ideia se reforça.

Enfim, chega o momento em que não é mais possível negar e alguns pais podem se sentir muito frustrados diante dessa circunstância, o sentimento agora é de luto. Começam a lamentar “por que meu filho”, “ele não vai poder comer nada”, “ele vai sofrer muito quando for a uma festa”, “o que vai acontecer quando ele for para escola”. E todas essas situações são vistas com muita ansiedade e temor pelos pais e traz a tona que a expectativa inicial de um filho totalmente típico e comum foi modificada.

O terceiro sentimento seria o de aceitação, quando a mãe e/ou pai se conscientizam que precisam enfrentar essa realidade e lidar com ela da melhor forma. É o tempo em que acontece a  busca de conhecimento, a mudança de hábitos e surge a coragem de enfrentar os desafios.

Todo esse processo é diferente de pessoa para pessoa, até entre o pai e a mãe da mesma criança. Alguns vivem tudo de forma intensa e rápida, outros demoram um pouco mais a aceitar. Nesse sentido, o recado aos pais é de que seu filho precisa de você, da sua coragem, do seu exemplo e da sua força. Superar é preciso! As dificuldades existem e vão se fazer presentes  várias vezes na vida. Sendo assim, a disposição em vencer esses desafios trará ao filho a confiança que precisa para estar bem,saudável e feliz.

Por: Juliana da Costa Silva Donde

 

 

Fontes:

PICCIOTO, Gabi. Os cincos estágios da aceitação de mudanças drásticas. Disponível em: thesunjar.com em 10/05/2017.

ELÓI, Jorge. Luto: 5 fases fundamentais. Disponível em: HTTP://www.psicologiafree.com/curiosidades/luto-5-fases-fundamentais/

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RESTRIÇÃO ALIMENTAR NA ESCOLA – ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Imagine os alunos na sala de aula no horário que antecede o recreio ansiosos imaginando o que será servido naquele dia na escola! Que pai não se lembra de uma deliciosa merenda escolar nos seus tempos de estudante!

Mas, até a merenda chegar ao aluno, muita coisa precisa ser pensada. Para isso, existe o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, com várias legislações a serem seguidas antes de o alimento chegar ao aluno.

Vamos explicar um pouco sobre a Resolução nº 26 de 17 de junho de 2013 que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica. Esse assunto não é menos importante que as outras ações que ocorrem na escola porque a alimentação adequada é considerada “um direito fundamental” do homem, com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição Federal. Sendo assim, a segurança alimentar e nutricional é condição essencial para todos.

Poucos sabem, mas o tema alimentação e nutrição deve fazer parte do currículo, abordando a perspectiva do desenvolvimento de práticas saudáveis de vida e da segurança alimentar e nutricional.

Os Estados, Distrito Federal e Municípios devem ser responsáveis pela gestão do Programa Nacional de Alimentação Escolar –  PNAE e, cada vez mais, vem ganhando importância o papel do nutricionista em relação ao diagnóstico e acompanhamento nutricional dos estudantes. Igualmente a participação desde o planejamento e elaboração até a avaliação dos cardápios escolares, aquisição dos gêneros alimentícios e supervisão do preparo e consumo.

Porém, em relação aos alunos com restrições alimentares, o que essa legislação traz como diretriz?

O artigo 14, inciso VI, parágrafo 5º cita que o cardápio deve atender às necessidades nutricionais específicas como diabetes, hipertensão, anemias, alergias, intolerâncias dentre outros. E o parágrafo 7º ainda destaca que os ingredientes e informações nutricionais deverão constar no cardápio.

A alimentação escolar deve ser rica em frutas, hortaliças e alimentos in natura. Alimentos com baixo valor nutritivo como refrigerantes, refrescos artificiais, chás prontos, embutidos, enlatados, doces, alimentos compostos (embalados), preparações semiprontas ou prontas, alimentos concentrados (em pó ou desidratados para reconstituição) são PROIBIDOS.

Nas escolas particulares não existe a mesma obrigatoriedade, pois não estão conveniadas ao PNAE. Por isso, cabe o diálogo entre pais, diretores e professores para buscar uma alimentação saudável aos alunos.

Os papais e mamães que possuem seus filhos na rede pública, podem informar a escola sobre as restrições alimentares de seu filho, trazendo um laudo do nutricionista ou médico especialista que acompanha a criança ou adolescente. Nesse caso, podem solicitar que a escola elabore um cardápio respeitando as especificidades nutricionais do filho.

Juliana da Costa Silva Donde

Pedagoga licenciada pela Universidade Vale do Rio Doce em 2005

Atua desde 2006 na Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, na regional  de Coronel Fabriciano com implantação e implementação de projetos pedagógicos junto às escolas da rede estadual e programas de formação continuada de professores, pedagogos e gestores escolares.

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