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Um pequeno bate papo entre o MQC – G6PD e a dentista Dr ª Rose Mary Arnone.

Drª  Rose Mary Arnone, gostaríamos de saber qual a idade adequada para uso de Flúor nas crianças?

Resposta Dr ª  Rose Mary Arnone:

Não existe uma idade específica para usar creme dental com flúor. Recomendamos, a partir da hora que a criança tem consciência de que não pode engolir a pasta, pois o problema maior é a ingestão de flúor.
A idade que  geralmente a criança já entende é a partir dos 4 anos de idade .
Lembrando que as escovações devem ser sempre assistidas pelos pais ou responsáveis!

 

A Dr ª  Rose Mary Arnone. atende no seguinte endereço:

Rua Oratório, 117 Mooca/SP
Tel: 11 2606-0611

Quer saber mais sobre a saúde bucal das nossas crianças? Envia sua pergunta para nosso e-mail ou através da nossa página no facebook 😉

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Agradecimentos aos parceiros do Evento de SP

 

O MQC – G6PD agradece a todos os parceiros que se comprometeram para que nossa Palestra MQC – G6PD em SP acontecesse! Nosso muito obrigado e até a próxima!

 

Obrigado Mundo Fini por essa deliciosa parceria, obrigado pelo comprometimento com o nosso evento em SP. As Balas de Ursinhos trouxe alergia, doçura e segurança para o nosso evento!

 

O MQC – G6PD agradece a Apti Alimentos por essa deliciosa parceria, pelo comprometimento e dedicação com o nosso projeto do dia 06/05/17 em SP. Nosso muito obrigado pelas deliciosas Gelatinas Divertidas!

 

    

 

Nosso muito obrigado a Tittaniun lembrancinhas, pelas lindas caixas, chaveiros e imãs de passarinhos, lembrancinha dos nossos palestrantes!

Caixa lembrancinha para os palestrantes. Feito por Cibelle Faria
Caixa, chaveiro e imã de passarinhos, lembrancinha dos palestrantes. Feito por Cibele Faria.

 

 

 

 

 

 

O MQC – G6PD agradece ao Fazendo Arte (Erica Lima) pelo carinho e comprometimento com o nosso evento de SP, os crachás e as lembrancinhas ficaram lindos!

Quero agradecer imensamente a mamãe Rosângela pela linda surpresa a nossa fundadora Nilza Castro, e a Erica que fez tudo com muito carinho e capricho!

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Agradecimento a empresa Fini pela parceria!

Os pais de crianças com Deficiência de G6PD queremos agradecer ao Mundo Fini por essa deliciosa parceria com o Projeto Mães que cuidam G6PD! Nosso muito obrigado por colorir o mundo das nossas crianças com alegria!! E que essa parceria continue e cresça. 😉

 

 

 

 

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CORANTE ARTIFICIAL INDIGO BLUE: ENTENDA SUA RESTRIÇÃO!

Precisamos estar atentos e conhecer bem as restrições, hoje vamos conhecer mais detalhadamente a estrutura molecular do Corante Azul Indigo / Indigo Blue e vamos entender por que ele é restrito para Deficiência de G6PD.

O azul indignotina (indigotine), é o mesmo corante conhecido por Indigo Blue (o mesmo do Sr. Baeyer, aquela das calças jeans).
Também conhecido por Azul número 2 ou E132.
O nome IUPAC do corante Indigotina é 2,2′-Bis(2,3-dihidro-3-oxoindolilideno). Indigotindisulfonato
É usado também como um corante alimentar. A especificação norte-americana para o azul No. 2 de FD&C inclui três substâncias, sendo a principal o Indigotindisulfonato.
Indigotinsulfonato é usado também como contraste para testar a função renal, como reagente para a detecção de nitrato e clorato, e no exame do leite.

Sabemos que na Lista de Restrição consta a família das Sulfas e o Naftaleno como substâncias restritas não é? Observem a estrutura molecular do Corante Amaranto, nela consta Sulfa, essa é a razão pela qual esse corante é restrito.

Em breve falaremos de outro Corante Artificial! 😉

Referências

  1.  Norbert Welsch: Indigo. In: Römpp Chemie-Lexikon, Thieme Verlag, Stand März 2006.
  2. Registo de Indigo na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 16 de Dezembro de 2007
  3.  Corantesalkimia.tripod.com
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Corante Artificial Amaranto: entenda sua restrição!

Precisamos estar atentos e conhecer bem as restrições, hoje vamos conhecer mais detalhadamente a estrutura molecular do Corante Amaranto e vamos entender por que ele é restrito para Deficiência de G6PD.
Amaranto, conhecido como E123, Vermelho 2, Vermelho Ácido 27 ou C.I. 16185. Nos EUA, ele foi banido em 1976, por suspeitas de ser carcinogênico. Possui a seguinte estrutura:
Seu nome IUPAC é (4E)-3-oxo-4-[(4-sulfonato-1-naftil)hidrazono]naftaleno-2,7-dissulfonato.
A cor produzida por ele é um vermelho-escuro tendendo ao púrpura.
Amaranto, Vermelho FD&C No. 2, E123, C.I. Vermelho para Alimentos 9, Vermelho Ácido 27, Azorubina S ou C.I. 16185, chamado comercialmente no Brasil como Vermelho Amaranto, é um corante azo vermelho escuro a púrpura que foi usado como corante alimentício e para colorir cosméticos, mas desde 1976 foi banido dos Estados Unidos pela Food and Drug Administration (FDA) como uma substância suspeita de ser um carcinógeno.[2] Usualmente é comercializado como um sal trissódico. Possui a aparência de um pó castanho avermelhado, vermelho escuro a púrpura, solúvel em água que decompõe-se a 120 °C sem fundir-se. Sua solução aquosa tem absorção máxima a aproximadamente 520 nm.[3][1] Amaranto é um corante aniônico. Pode ser aplicado a fibras naturais e sintéticas, couro, papel e resinas fenol-formaldeído. Como um aditivo alimentar tem número E E123. Como todos os corantes azóicos, amaranto foi, durante a metade do século XX, obtido a partir do alcatrão da hulha; modernos produtos sintéticos são mais facilmente produzidos de subprodutos do petróleo.[4][5] O uso do vermelho amaranto ainda é legal em alguns países, notavelmente no Reino Unido, onde é mais comumente usado para dar ao glacê de cerejas sua cor característica. Seu nome foi tirado do grão de amaranto, uma planta que distingue-se pela sua cor vermelha e sementes comestíveis ricas em proteínas.

É obtido pela diazotação do ácido 4-aminonaftaleno-1-sulfônico e copulação com o ácido 3-hidroxinaftaleno-2,7-dissulfônico.[11]

Sua forma ácida é chamada no mercado de vermelho para alimentos 9:1 (Food Red 9:1), é classificada com o número CAS 12227-62-2, fórmula C20H14N2O10S3 e apresenta massa molecular 538,53, e tem sua coloração depositada pela adição de um mordente de sal de alumínio.

Sabemos que na Lista de Restrição consta a família das Sulfas e o Naftaleno como substâncias restritas não é? Observem a estrutura molecular do Corante Amaranto, nela consta Sulfa e Naftaleno, essa é a razão pela qual esse corante é restrito.

Em breve falaremos de outro Corante Artificial! 😉

Referências

  1. R. W. Sabnis; Handbook of Biological Dyes and Stains: Synthesis and Industrial Applications; John Wiley & Sons, 2010. – pág 19.
  2.  “The following color additives are not authorized for use in food products in the United States: (1) Amaranth (C.I. 16185, EEC No. E123, formerly certifiable as FD&C red No. 2);” FDA/CFSAN Food Compliance Program: Domestic Food Safety Program
  3.  Druglead
  4.  Amaranth E123
  5.  Craftsman Style
  6. Google Books News
  7.  Stanley T. Omaye. Food and nutritional toxicology. [S.l.: s.n.]
  8.  «Death of a Dye». Time magazine. February 2, 1976. Consultado em 7 de julho de 2009 Verifique data em: |data= (ajuda)
  9.  FDA in difficulties. Washington View. [S.l.]: New Scientist. Dec 1975 Verifique data em: |data= (ajuda)
  10.  «Burger Backs Red Dye Ban Pending Rule». The Hartford Courant. February 14, 1976. Consultado em 7 de julho de 2009 Verifique data em: |data= (ajuda)
  11.  Food Red 9World dye variety
  12.  Food Red 9:1World dye variety
  13.  Degradação Fotoquímica: CRISTIANO POCHMANN DA SILVA, SANDRO MARMITT, CLAUS HAETINGER, SIMONE STÜLP; AVALIAÇÃO DA DEGRADAÇÃO DO CORANTE VERMELHO BORDEAUX ATRAVÉS DE PROCESSO FOTOQUÍMICO; Eng. sanit. ambient.; Vol.13 – Nº 1 – jan/mar 2008, 73-77.
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Corante Artificial Amarelo Crepusculo: entenda sua restrição!

Precisamos estar atentos e conhecer bem as restrições, hoje vamos conhecer mais detalhadamente a estrutura molecular do Corante Amarelo Crepúsculo e vamos entender por que ele é restrito para Deficiência de G6PD.
Amarelo Crepúsculo, também conhecido como E110, Amarelo 6 ou C.I. 15985. Possui a estrutura abaixo:
Seu nome IUPAC é  6-hidroxi-5-[(4-sulfofenil)azo]-2-naftalenossulfonato dissódico.
Sua cor é o amarelo-alaranjado.
Amarelo crepúsculo, seguidamente adicionado na literatura da sigla FCF (também conhecido como Amarelo alaranjado S, Amarelopo FD&C 6 ou C.I. 15985) é um corante azo composto amarelo sintético com um máximo de absorção entre 480 e 500 nm dependente do pH[3]p.463, produzido a partir de hidrocarbonetos aromáticos derivados do petróleo. Quando adicionado a alimentos vendidos na Europa, é notado pelo número E E110, podendo também ser notado pelo número INS 110.[4] Embora existam relatos de que de induzir reações alérgicas.

Amarelo crepúsculo é usado em alimentos fermentados os quais devem ser tratados por calor. Pode ser encontrado em refrigerantes de sabor laranja, marzipã, rocambole ou rolos suíços, geleia de damasco, doces de frutas do gênero citrus, creme de frutas, doces, misturas prontas para bebidas e sopas, margarina, pós para a produção de sobremesas em creme, preparados para gelatina de sabor limão e outras frutas cítricas, bebidas energéticas tais como o Lucozade, farinhas de rosca, aperitivos salgados tais como os Doritos, macarrão instantâneo embalado, misturas de molho de queijo e marinadas em pó, corante alimentício engarrafado amarelo e verde, sorvetes, comprimidos farmacêuticos e medicamentos de prescrição, medicamentos de venda livre (especialmente medicamentos infantis), decorações de bolos e glacês, preparados de abóbora e outros produtos com cores artificiais em amarelo, laranja ou vermelho.

Amarelo crepúsculo é frequentemente usado em conjunção com E123, amaranto, para produzir uma coloração castanha tanto em chocolates quanto caramelos.

Amarelo crepúsculo é uma versão sulfonada do corante Sudan I, um possível carcinogênico,[carece de fontes] o qual está frequentemente presente nele como uma impureza. Amarelo crepúsculo por si pode ser responsável por causar reação alérgica em pessoas com intolerância à aspirina, resultando em vários sintomas, incluindo perturbações gástricas, diarreia, vômitos, urticária, inchaço da pele (angioedema) e enxaquecas. O corante também tem sido associado à hiperatividade em crianças pequenas.

Sabemos que na Lista de Restrição consta a família das Sulfas e o Naftaleno como substâncias restritas não é? Observem a estrutura molecular do Corante Amarelo Crepúsculo, nela consta Sulfa e Naftaleno, essa é a razão pela qual esse corante é restrito.

Em breve falaremos de outro Corante Artificial! 😉

 

Referências

  1. Catálogo da Sigma-Aldrich Amarelo crepúsculo . Consultado em 3 de abril de 2011
  2.  Elisabeth Schwab, in: Römpp Online – Version 3.5, 2009, Georg Thieme Verlag, Stuttgart.
  3.  Committee on Food Chemicals Codex (2003). Food chemicals codex 5th ed. ed. Washington, DC: National Academy Press. ISBN 9780309088664
  4. Wood, Roger M. (2004). Analytical methods for food additives. Boca Raton: CRC Press. ISBN 1-85573-722-1
  5.  Middleton, Elliott; N. Franklin Adkinson; John Yunginger; William Busse; Bruce Bochner; Stephen Holgate (2003). Middleton’s allergy principles & practice. St. Louis: Mosby. ISBN 0-323-01425-9
  6.  Ibero M, Eseverri JL, Barroso C, Botey J (1982). «Dyes, preservatives and salicylates in the induction of food intolerance and/or hypersensitivity in children». Allergol Immunopathol (Madr). 10 (4): 263–8. PMID 6295125
  7. Schultz-Ehrenburg U, Gilde O (1987). «[Results of studies in chronic urticaria with special reference to nutritional factors]». Z. Hautkr. 62 (em German). Suppl 1: 88–95. PMID 3442085
  8.  McCann D, Barrett A, Cooper A; et al. (2007). «Food additives and hyperactive behaviour in 3-year-old and 8/9-year-old children in the community: a randomised, double-blinded, placebo-controlled trial». Lancet. 370 (9598): 1560–7. doi:10.1016/S0140-6736(07)61306-3. PMID 17825405
  9.  BBC Parents warned of additives link, 6 September 2007 – news.bbc.co.uk (em inglês)
  10.  BBC Europe-wide food colour ban call, 10 April 2008 – news.bbc.co.uk (em inglês)
  11.  FSA – Board discusses colours advice, 10 April 2008 www.food.gov.uk (em inglês)
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Corante Artificial Ponceau 4R: entenda sua restrição!

Precisamos estar atentos e conhecer bem as restrições, hoje vamos conhecer mais detalhadamente a estrutura molecular do Corante Ponceau 4R e vamos entender por que ele é restrito para Deficiência de G6PD.

Ponceau 4R, também conhecido como C.I. 16255 ou Vermelho Cochineal A, C.I. Vermelho Ácido 18, Escarlate Brilhante 4R ou E124.
É um corante do tipo azo, cuja estrutura é exibida abaixo:

O ponceau 4R, (8E)-7-oxo-8-[(4-sulfonatonaftaleno-1-il)hidrazinilideno]naftaleno-1, 3-dissulfonato trissódico, fórmula C20H11N2Na3O10S3, massa 604,47 g.mol-1, é uma substância sólida de cor vermelha (T.F.  269-271 °C) nas condições ambientes.

O ponceau 4R é um corante sintético vermelho utilizado industrialmente na produção de uma grande variedade de alimentos como balas, doces, refrescos, bebidas enlatadas; na coloração de alguns medicamentos e até mesmo no tingimento de tecidos. Ele é um pó fino vermelho e geralmente é utilizado na forma de um sal sódico, que pode ser facilmente dissolvido em soluções. Antigamente este corante era obtido do alcatrão de carvão, mas atualmente ele é sintetizado a partir de hidrocarbonetos do petróleo, assim como muitos outros corantes sintéticos. O ponceau 4R é chamado por diferentes nomes: vermelho cochonilha A, ácido vermelho 18, E124, Brilliant Scarlet 3R, entre outros. Ele pode ser combinado com outros corantes para produzir as diferentes cores que são encontradas nos alimentos industrializados.
O esqueleto básico do ponceau 4R é composto por dois anéis natfaleno sulfonados conectados por um grupo azo (-N=N-). Por isso, esta substância pertence à classe de corantes azóicos, a mais importante classe entre os corantes sintéticos de alimentos. Além disso, o ponceau 4R pertence a uma família de corantes ponceaus, que incluem outras substâncias como o ponceau 2R, ponceau 6R, ponceau S e ponceu SX.

1

2

O ponceau 4R é considerado um corante ácido. Ele possui grupos sulfônicos que podem ser ionizados facilmente, deixando uma carga negativa sobre o oxigênio. Assim, permite a deslocalização eletrônica pela molécula.
O anel naftaleno é um sistema conjugado (com ligações simples e duplas alternadas) que possibilita a deslocalização de cargas sobre diferentes átomos. A presença do grupamento sulfônico e da carbonila afetam a deslocalização eletrônica e influenciam na coloração da substância, um efeito chamado batocromia. São estes substituintes que determinam a coloração final do ponceau 4R e também interferem na sua solubilidade. O grupo azo possui um papel muito importante nesse contexto, permitindo a extensão da deslocalização de cargas, que são transportadas através da ligação entre os dois anéis naftalênicos. Tais características estruturais na molécula permitem que ela absorva energia na região visível do espectro da luz. Assim, podemos visualizar sua cor.

Devido a relatos de reações alérgicas ao ponceau 4R, principalmente entre as pessoas com asma e algumas intolerantes à aspirina, ele foi proibido nos Estados Unidos e teve seu uso restrito em alguns países da União Européia. Nos demais países, ele continua sendo usado sem maiores restrições. Alguns estudos relacionaram o uso de uma mistura de corantes, contendo o ponceau 4R, com a hiperatividade observada em crianças pequenas. O corante também foi acusado de causar carcinogênese (câncer), no entanto, este ainda é um assunto polêmico e cheio de controvérsias. Entre outros malefícios está a Hemólise, ele é apontado como indutor de hemólise.

Sabemos que na Lista de Restrição consta a família das Sulfas e o Naftaleno como substâncias restritas não é? Observem a estrutura molecular do Corante Ponceau 4R, nela consta Sulfa e Naftaleno, essa é a razão pela qual esse corante é restrito.

Em breve falaremos de outro Corante Artificial! 😉

Fonte:  
http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/dye/corantes.html
http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol99/mono99-7.pdf
http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/alimentos/article/viewFile/865/744
http://www.fda.gov/ForIndustry/ColorAdditives/RegulatoryProcessHistoricalPerspectives/default.htmn
http://www.doiserbia.nb.rs/img/doi/0352-5139/2006/0352-51390602189G.pdf

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DEFICIÊNCIA G6PD – NEGAÇÃO, LUTO, ACEITAÇÃO

Quando se aguarda a chegada de um filho normalmente os pais tem muitas expectativas sobre tudo o que querem fazer junto a essa criança e sobre o futuro da mesma. Ninguém está previamente preparado para lidar com situações que contrariem essa lógica e que imponham mudanças de plano e de vida.

De repente, surge a descoberta de algo ainda totalmente desconhecido,deficiência de Glicose 6 Phosfate Desidrogenase (G6PD). Esse diagnóstico interfere na ideia de filho ideal e coloca os pais frente a frente com uma realidade anteriormente não imaginada. Um sentimento comum nessa situação é o medo devido a falta de informação, o que leva muitas vezes  a negação dessa condição por parte dos pais. Os motivos para se negar esse fato são os mais diversos: insegurança diante das restrições a serem observadas, tristeza de imaginar o filho sendo privado de coisas comuns às outras crianças, em alguns casos até mesmo fortes convicções religiosas. Essa visão induz alguns a submeterem os filhos a vários exames, buscando um resultado que contrarie aquele inicialmente detectado, outros se apegam a cada fio de esperança de que tudo seja só um mal entendido. Em situações em que a criança acabou tendo contato com substâncias restritas e aparentemente “não teve nada”, essa ideia se reforça.

Enfim, chega o momento em que não é mais possível negar e alguns pais podem se sentir muito frustrados diante dessa circunstância, o sentimento agora é de luto. Começam a lamentar “por que meu filho”, “ele não vai poder comer nada”, “ele vai sofrer muito quando for a uma festa”, “o que vai acontecer quando ele for para escola”. E todas essas situações são vistas com muita ansiedade e temor pelos pais e traz a tona que a expectativa inicial de um filho totalmente típico e comum foi modificada.

O terceiro sentimento seria o de aceitação, quando a mãe e/ou pai se conscientizam que precisam enfrentar essa realidade e lidar com ela da melhor forma. É o tempo em que acontece a  busca de conhecimento, a mudança de hábitos e surge a coragem de enfrentar os desafios.

Todo esse processo é diferente de pessoa para pessoa, até entre o pai e a mãe da mesma criança. Alguns vivem tudo de forma intensa e rápida, outros demoram um pouco mais a aceitar. Nesse sentido, o recado aos pais é de que seu filho precisa de você, da sua coragem, do seu exemplo e da sua força. Superar é preciso! As dificuldades existem e vão se fazer presentes  várias vezes na vida. Sendo assim, a disposição em vencer esses desafios trará ao filho a confiança que precisa para estar bem,saudável e feliz.

Por: Juliana da Costa Silva Donde

 

 

Fontes:

PICCIOTO, Gabi. Os cincos estágios da aceitação de mudanças drásticas. Disponível em: thesunjar.com em 10/05/2017.

ELÓI, Jorge. Luto: 5 fases fundamentais. Disponível em: HTTP://www.psicologiafree.com/curiosidades/luto-5-fases-fundamentais/

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Deficiência de Glicose 6 Phosfate Desidrogenase (G6PD)

A deficiência da glicose 6-fosfato desidrogenase (G6PD) consiste em uma das mais freqüentes enzimopatias conhecidas, apresentando um quadro clínico bastante heterogêneo, variando de assintomático à anemia hemolítica crônica ou aguda, colecistite, icterícia e granulomatose crônica. A sintomatologia se deve à ruptura da membrana das hemácias, em intensidade variável, na presença de agente oxidantes de origem endógena ou exógena, como alguns fármacos e alimentos. Geralmente, apenas as hemácias com mais de 50 dias apresentam deficiência acentuada de atividade de G-6-PD, enquanto as hemácias jovens têm atividade suficiente para resistir à ação hemolítica da medicação empregada.

Em indivíduos negróides, de diferentes regiões do país, a prevalência da doença chega a 10%, enquanto em  caucasóides a prevalência é de aproximadamente 2%. Em Salvador, Bahia, um estudo indicou a prevalência de 3,23% de deficientes em G6PD em um grupo de 402 doadores de sangue. Outros estudos demonstraram frequências variadas da deficiência de G6PD na região amazônica, como 2% relatado por Santos et al; 6,1% por Weimer et al; e 8% por Schneider et al.

Genética e Farmacogenética

A deficiência de G6PD possui um caráter de transmissão recessivo ligado ao cromossomo X, sendo, portanto uma doença de predominância em ambos os sexos. Existem mais de 400 variantes da G6PD e estudos moleculares demonstraram que a mesma variante bioquímica pode estar associada a diferentes mutações, porém à mesma apresentação clínica. A mutação 202 (G –> A) é a mais freqüente entre os indivíduos que apresentam deficiência da G6PD. Assim, a ausência da mutação estudada 202 (G –> A) não exclui a presença de outras mutações nesta mesma região.

Indivíduos com a deficiência de G-6-PD podem apresentar quadro de hemólise aguda ao ser expostos a alguns medicamentos, como antimaláricos, antibióticos, antipiréticos, analgésicos (como aspirina), nitrofuranos, sulfonas e sulfonamidas. A crise hemolítica inicia-se de 24 a 48 horas após o início da medicação. Geralmente, a suspensão do medicamento já é suficiente para minimizar ou suspender a crise em poucos dias.

Devido ao seu caráter oxidante, a primaquina, um antimalárico, é capaz de induzir anemia hemolítica grave em pacientes com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase(G6PD), mesmo em doses clássicas de 0,25mg/kg/dia, o que não ocorre em pacientes sem a enzimopatia.

Importância do screening genético

Este estudo é indicado para confirmar a suspeita de deficiência de G6PD levantada pelo Rastreamento Neonatal (“Teste do Pezinho”), para avaliar a possibilidade de mulheres heterozigotas para a mutação 202 (G > A) transmitirem-na para filhos do sexo masculino (nos quais a doença será manifestada) e elucidar casos onde já exista um histórico familiar da doença. É importante lembrar que embora mulheres heterozigotas geralmente não manifestem crise hemolítica, o screening genético é relevante para o aconselhamento genético, uma vez que filhos do sexo masculino apresentam possibilidade de 50% de serem deficientes de G-6-PD. A investigação da deficiência de G6PD também é recomendada nas áreas endêmicas de malária vivax antes do emprego de esquemas terapêuticos de primaquina. Segundo Silva et al, o estado do Pará apresenta o maior número de casos de malária registrados na Região Amazônica, com a maioria dos casos causada por P. vivax.

Referências

1. Saad S, Salles F, Carvalho M. Molecular characterization of glucose-6-phosphate dehydrogenase deficiency in Brazil. Hum. Hered. 45 (1), 1997, p. 15-20.

2. Compri B M, Polimeno N C, Vieira M J A, Saad S T O, Ramalho A S. Programa comunitário e deficiência de G-6-PD no Brasil. Rev.bras.hematol.hemoter., 2000, 22(1):33-39.

3. Kuhn V. L; Lisboa, V; Cerqueira, L. P. Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase em doadores de sangue de um hospital geral de Salvador, Bahia, Brasil. Rev. Paul. Med;101(5):175-7, 1983. 4. Silva MCM et al. Alterações clínicolaboratoriais em pacientes com malária por Plasmodium vivax e deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase tratados com 0,50mg/kg/dia de primaquina. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 37(3):215-217, mai-jun, 2004.

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